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Possui um telemóvel compatível com a tecnologia 3G?

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Ocidente ameaça mais sanções contra Teerão

A pressão está a aumentar por parte de países ocidentais para novas - e mais duras - sanções contra o Irão, após o anúncio de que vai começar a enriquecer urânio a altos níveis e construir mais reactores nucleares.

Os Estados Unidos e a França estão a liderar apelos para medidas punitivas contra Teerão. Após conversações em Paris, o presidente francês, Nicolas Sarkosy e o secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates, disseram que chegou a altura para medidas mais fortes.

"Isto vai requerer que toda a comunidade internacional trabalhe em conjunto para tentar exercer pressão suficiente. Essa pressão deverá ser feita no sentido de trazer os iranianos de volta à mesa negocial e resolver esta questão de uma maneira que impeça o Irão de ter uma arma nuclear", sublinhou Gates.

Suspeitas

Por seu turno o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, ecoou as suspeitas do seu homólogo norte-americano.

"Muitos de nós decidiram que é infelizmente necessário um diálogo internacional que conduza a novas sanções se o Irão não cessar os seus programas nucleares que - e estamos convencidos disso sem qualquer margem para dúvidas - são com fins militares", considerou.

O Irão voltou, ontem, a aumentar a pressão sobre a comunidade internacional ao anunciar o início do processo de enriquecimento de urânio a 20%. A produção de uma arma nuclear requer urânio enriquecido a pelo menos 90 por cento.

Segundo explicou o representante iraniano junto da Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão esperou oito meses por uma resposta do Ocidente à necessidade do país de combustível para um reactor de investigação médica, em Teerão.

Rússia

Antes de anunciar o início do enriquecimento de urânio a 20% Teerão diz ter esperado quatro meses pela decisão da comunidade internacional quanto ao pedido de fornecimento de urânio enriquecido.

O responsável máximo pelo programa nuclear iraniano, Ali Abkar Salehi, falando num debate televisivo num canal iraniano, disse que o Irão suspenderia o enriquecimento para 20 por cento se o Ocidente fornecesse o combustível necessário para o seu reactor.

"As portas para a cooperação continuam abertas e continuamos dispostos a adquirir combustível. Por outras palavras - embora comecemos na terça-feira a enriquecer urânio a 20 por cento - estamos dispostos a parar assim que o combustível nos seja fornecido", explicou.

Na Rússia, um porta-voz parlamentar disse que a comunidade internacional deveria agir rapidamente para enviar um forte sinal de advertência a Teerão.

Fonte: BBC

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